terça-feira, 17 de abril de 2018

Ecos do Maio de 68 em Portugal: a crise académica de 1969

Ecos do Maio de 68 em Portugal: a crise académica de 1969





Evento no Facebook

Segunda-feira, 23 de Abril, às 21h30, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva

A Civitas, antecipando as comemorações dos 50 anos de Crise Académica de Coimbra, invoca o Maio de 68, meio século depois e em Abril, mês da Liberdade.

Desta vez, o Encontro de Cidadania Civitas traz ao debate atores deste momento histórico que em muito contribuiu para a Revolução que principiava a desenhar-se. Os membros do painel, jovens estudantes de Coimbra, na altura, têm em comum serem bracarenses e sócios da Civitas. Aceitaram partilhar episódios vivenciados intensamente e análises do sucedido : o "peço a palavra", a crítica ao regime, a guerra colonial, o sistema de ensino e, consequentemente, o despertar para a política e para a cidadania.

Os jovens estudantes são Artur Sá da Costa, Etelvina Sá, Henrique Barreto Nunes, Mário Lima e Pedro Bacelar de Vasconcelos.

O encontro de cidadania é organizado pela Civitas Braga, em parceria com a Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva e a Fundação Castro Alves.

terça-feira, 27 de março de 2018

Encontros de Cidadania: Debater a prostituição na sociedade contemporânea


Encontros de Cidadania: Debater a prostituição na sociedade contemporânea





Evento no Facebook


Este Encontro de Cidadania tem como objetivo debater a prostituição como uma questão de direitos humanos. Trata-se de uma temática que importa trazer para a discussão pública, com o objetivo de compreender a divergência de posições, nomeadamente no que concerne ao seu enquadramento legal. 

Há diversas visões sobre como esta atividade deve ser enquadrada e compreendida. Pode-se mencionar que, de um lado encontram-se os movimentos que defendem uma perspetiva abolicionista e que consideram que se trata de uma forma de exploração, nomeadamente das mulheres e das pessoas consideradas mais vulneráveis. Do outro, os movimentos favoráveis à regulamentação, os quais que defendem que a prostituição deve ser entendida como uma forma de trabalho, em vez de uma forma de exploração, e que deve ser reconhecida como tal e, portanto, legalizada, procurando proteger quem a exerce.

Ambas as posições permitem uma argumentação à luz da defesa e promoção dos direitos humanos. As pessoas que se prostituem, sobretudo mulheres, são alvos diários das mais diversas formas de abusos e violência, sem proteção legal e judicial, estigmatizadas socialmente, por isso urge protegê-las independentemente de se considerar uma forma de exploração ou uma forma de trabalho.

Neste sentido, convidamos para este encontro Leonor Valente Monteiro, coordenadora geral da Associação Projecto Criar, que integra a Plataforma Portuguesa dos Direitos das Mulheres e que defende a posição abolocionista, criminalizando o cliente e culpabilizando-o pela manutenção das mulheres no sistema de prostituição, e Fernando Bessa Ribeiro, professor associado com agregação do Departamento de Sociologia do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, investigador integrado do CICS.Nova - polo da Universidade do Minho e membro do Grupo Interdisciplinar de Investigadores sobre Trabalho Sexual, cujo manifesto fundador crítica o modelo abolicionista, propondo uma abordagem reguladora assente no direito laboral. O debate será moderado por Elsa Moura, jornalista e diretora de informação da RUM - Rádio Universitária do Minho.

sexta-feira, 9 de março de 2018

Rodas de Conversa: "Activistas pro-palestinianas"

Rodas de Conversa - Mulheres ativistas: percursos e desafios






Evento no Facebook


A primeira sessão das Rodas de Conversa, será dedicada às "Ativistas pro-palestinianas" e terá lugar no próximo dia 9 de março às 21h30 no Juno Café, em Braga. A sessão resulta da parceria entre o Seminário Permanente de Comunicação e Diversidade do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho, o núcleo de Braga da UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta, a Civitas Braga - Associação de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos e o Grupo Acção Palestina.

Apresentação da sessão:
O papel principal das ativistas pro-palestinianas internacionais é o de, por um lado, transmitir solidariedade para o interior do território ocupado, e por outro ser a sua voz no exterior, tendo sempre em conta que a liberdade e a paz terão que ser conquistadas pelos próprios palestinianos.
Demonstrar interesse, compreensão e solidariedade é o que têm feito os vários movimentos de ativistas envolvidos com esta causa, organizando marchas, manifestações, vigílias e até viagens ao território palestiniano. Sabe-se que estas acções têm tido alguns resultados: para os palestinianos significam muito porque se sentem apoiados e para os israelitas são um incómodo, como o comprovam as várias proibições de entrada de ativistas em Israel e na Palestina.
Nesta roda de conversa, que junta experiências diversas de ativistas, procurar-se-á abordar estes percursos e lançar novos desafios que procurem criar condições para um possível diálogo/comunicação entre os dois estados.

Ativistas convidadas:

Sandra Barrilaro é fotografa e editora. É co-autora do livro Contra el olvido. Una memoria fotográfica de Palestina antes de la Nakba, 1889-1948. Fruto das suas muitas viagens à Palestina realizou a reportagem fotográfica Palestina, una mirada a la injusticia que já esteve em exposição em várias cidades de Espanha. Foi uma das treze mulheres a bordo do barco de mulheres Zeitona-Oliva que navegou em direcção a Gaza, por iniciativa da Flotilla de la Liberad. Em 2016 recebeu o prémio “Jerusalém”, das mãos da Associação da Comunidade Hispano Palestina “Jerusalém”, pelo seu activismo em defesa dos Direitos Humanos do povo palestino.

Ana da Palma é uma viajante minuciosa, entusiasta e dedicada das línguas e das literaturas, nómada poeta e ensaísta da escrita e do mundo e agricultora autodidacta preguiçosa. Viveu em Paris, San Francisco (EUA) e Imaginário. Viajou pela Europa, Magrebe e residiu vários anos nos EUA, América Central e América do Sul. Passou uma vida de 16 dias no inferno sionista da Palestina. Investigadora de uma insaciável curiosidade. Mãe e professora, tutora, formadora e tradutora precária. Pertence a vários colectivos do Porto: ex-CASA VIVA, GAP (Grupo Acção Palestina), GERA (Grupo Erva Rebelde Anarquista), SAPATO 43 e participa noutros colectivos ou na organização de encontros pontuais.

Carolina Moreira é ativista feminista a partir do núcleo da UMAR Coimbra, integra também a Assembleia Feminista de Coimbra e a Marcha Mundial das Mulheres. Pós-graduada em Direitos Humanos, formou-se em Estudos Europeus com a dissertação de Mestrado intitulada A disciplina do Homem Guerreiro e os desafios feministas: perspetivas teóricas feministas em Relações Internacionais e o ativismo antimilitarista e feminista nos Balcãs.

Dinamizadoras:

Helena Ferreira é doutoranda do programa doutoral em Estudos Culturais em parceria entre a Universidade de Aveiro e a Universidade do Minho. É membro da equipa do Centro de Línguas, Literaturas e Culturas da Universidade de Aveiro. As suas principais áreas de interesse científico incluem: Género e Sexualidades, Estudos dos Media e Direitos Humanos. Publicações recentes relacionam-se com as seguintes temáticas: semiótica, estudos dos media, teoria queer, questões de género e direitos humanos.

Carla Cerqueira é investigadora do CECS - Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho, bolseira de pós-doutoramento da FCT em Ciências da Comunicação e docente da Universidade Lusófona do Porto. A sua investigação centra-se no campo dos estudos feministas dos média. Integra organizações da área dos direitos humanos, igualdade de género e feminismos, como a APEM - Associação Portuguesa de Estudos sobre as Mulheres, a UMAR Braga e a Civitas Braga, da qual é presidente da direção.

Entrada gratuita.